A teledramaturgia brasileira perdeu um de seus maiores nomes na manhã desta terça-feira (7). O escritor Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, em São Paulo, onde estava internado no Hospital HCor. Segundo a instituição, a causa da morte foi decorrente de complicações provocadas por insuficiência renal crônica.
Em nota, o hospital manifestou pesar pela morte do dramaturgo e prestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas.
Nascido em 17 de abril de 1931, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira que marcou profundamente a história da televisão brasileira. Reconhecido por retratar o cotidiano do campo, a cultura do interior e os conflitos sociais do país, tornou-se um dos autores mais respeitados da dramaturgia nacional.
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Sua trajetória na TV Globo começou em 1976, com a novela “O Feijão e o Sonho”, dando início a uma sequência de produções que conquistaram o público. Nos anos seguintes, assinou adaptações e obras originais que se tornaram referências, entre elas “Cabocla”, “Sinhá Moça”, “Paraíso” e “Vida Nova”.
Na década de 1990, escreveu um dos maiores sucessos da televisão brasileira: “Pantanal”, exibida pela extinta TV Manchete e considerada um marco da dramaturgia nacional. De volta à TV Globo, emplacou novelas que alcançaram grande audiência, como “Renascer”, “O Rei do Gado” e “Terra Nostra”, produções que permanecem na memória do público e ganharam novas versões ao longo dos anos.
Seu último trabalho inédito foi “Velho Chico”, exibido em 2016, novela que reafirmou sua capacidade de contar histórias profundas, ambientadas no interior do Brasil e marcadas por personagens fortes e temas sociais.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Benedito Ruy Barbosa ajudou a transformar a novela brasileira em um dos principais produtos culturais do país. Seu legado permanece vivo nas obras que atravessaram gerações e continuam emocionando milhões de espectadores.









