A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (23), uma grande operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando, descaminho e lavagem de capitais. A ação teve desdobramentos em Umuarama, no noroeste do Paraná, e em outras cidades dos estados, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Batizada de Operação Aliança II, a ofensiva mobilizou dezenas de agentes para o cumprimento de mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal. Em Umuarama, as diligências foram concentradas em estabelecimentos ligados ao comércio de eletrônicos e aparelhos de telefonia celular.
Durante os trabalhos, também foi registrado um flagrante relacionado aos crimes investigados, reforçando as suspeitas apuradas ao longo da investigação.
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Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens pertencentes aos investigados, medida que busca impedir a movimentação de recursos supostamente obtidos de forma ilegal.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava uma estrutura organizada para introduzir mercadorias estrangeiras no país sem o devido recolhimento de impostos. O esquema envolveria transportadores, intermediários e responsáveis pela distribuição dos produtos em diferentes regiões.
As investigações tiveram origem em uma operação anterior realizada no início deste ano, quando surgiram indícios da participação de agentes públicos em um suposto esquema de facilitação do transporte de mercadorias ilegais na região de fronteira do Noroeste paranaense.
Na ocasião, cinco policiais militares foram presos preventivamente e afastados de suas funções. Entre os envolvidos estavam agentes lotados em cidades da região, incluindo Umuarama e Icaraíma, além de integrantes vinculados ao Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON).
De acordo com a Polícia Federal, a nova fase da operação tem como foco ampliar a coleta de provas, identificar outros participantes da organização e rastrear o patrimônio acumulado durante as atividades criminosas investigadas.
A ação conta com o apoio da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. As investigações continuam e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.









